Segundo a PF, três servidores públicos municipais ainda estão foragidos, assim como três investigados ligados a empresas privadas que participavam das atividades ilícitas. Os municípios investigados estão localizados no RS (25 prisões), Santa Catarina (três prisões), Paraná (seis prisões), Mato Grosso do Sul (seis prisões), Mato Grosso (18 prisões) e Rondônia (uma prisão).
Foram encerradas as atividades ilegais de três organizações criminosas de Barão de Cotegipe, Norte do RS. Na cidade, estavam as sedes e depósitos de empresas investigadas. As investigações abrangem outros municípios gaúchos, uma vez que dados do TCE apontam que 450 municípios do Rio Grande do Sul repassaram verbas públicas para alguma das empresas sob investigação.
Em apenas um dos grupos investigados foi constatada movimentações superiores a R$ 110 milhões, divididos entre R$ 40 milhões, em 2009; e R$ 70 milhões, em 2010. De acordo com a PF, a atuação dos criminosos se dava por meio de fraude em licitações públicas. Eram desviadas as verbas destinadas à compra de medicamentos mediante falta de entrega da mercadoria licitada, entrega parcial ou entrega de produto diverso. Ou então, mediante “realinhamento” de preços (superfaturamento), ou fornecimento de remédios com data de vencimento muito próxima do seu limite.