Dentro de caixas apropriadas, os animais foram transportados em dois caminhões do 6º Grupo de Artilharia de Campanha até a Praia do Cassino. Na localidade de Querência, houve a soltura na orla. Primeiro foram liberados os pinguins, que logo seguiram agrupados para o mar. Depois, foram soltos o lobo-marinho e as tartarugas das espécies de-pente e verde.
Os 46 pinguins chegaram ao Cram, junto com outras dezenas destas aves, em junho. Eles foram encontrados na costa gaúcha com as plumagens cobertas por óleo. Estavam desnutridos e desidratados. No Centro, receberam hidratação, alimentação e banho para a retirada do óleo. Após a liberação, plenamente recuperados e com a plumagem organizada, devem retornar às colônias reprodutivas, na Patagônia.
O lobinho também foi encontrado debilitado e levado para o Cram. Nessa terça, logo depois de ser solto na beira da praia, ele entrou na água e começou a mergulhar e rolar entre as ondas. As duas tartarugas, junto com várias outras, estavam no Cram desde maio, onde chegaram bastante debilitadas devido à ingestão de lixo no mar. Permanecem em tratamento 27 pinguins, quatro tartarugas juvenis e dois lobos-marinhos jovens.
A expectativa de que os pinguins sigam para a Patagônia se deve ao fato de os retornos já terem sido verificados após outras solturas, tanto por meio de conferência das marcas quanto por rotas monitoradas via satélite, segundo o oceanólogo Lauro Barcellos, diretor do Museu Oceanográfico. Sobre o significado da liberação dos animais no mar para a equipe, ele diz que é sempre um sentimento de missão cumprida e de estar contribuindo com a natureza e a conscientização das pessoas. No próximo dia 10, serão soltos mais 27 pinguins.