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Pinguins iniciam retorno à Patagônia

Além das aves, Cram liberou um filhote de lobo-marinho e duas tartarugas

Animais foram devolvidos ao mar na localidade de Querência, praia do Cassino
Animais foram devolvidos ao mar na localidade de Querência, praia do Cassino Foto : Fábio Dutra / Especial CP
Em uma ação que mobilizou técnicos e voluntários do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do Museu Oceanográfico da Furg, e militares do Exército, 46 pinguins-de-Magalhães, um filhote de lobo-marinho e duas tartarugas juvenis foram reconduzidos ao mar na manhã dessa terça-feira, em Rio Grande.

Dentro de caixas apropriadas, os animais foram transportados em dois caminhões do 6º Grupo de Artilharia de Campanha até a Praia do Cassino. Na localidade de Querência, houve a soltura na orla. Primeiro foram liberados os pinguins, que logo seguiram agrupados para o mar. Depois, foram soltos o lobo-marinho e as tartarugas das espécies de-pente e verde.

Os 46 pinguins chegaram ao Cram, junto com outras dezenas destas aves, em junho. Eles foram encontrados na costa gaúcha com as plumagens cobertas por óleo. Estavam desnutridos e desidratados. No Centro, receberam hidratação, alimentação e banho para a retirada do óleo. Após a liberação, plenamente recuperados e com a plumagem organizada, devem retornar às colônias reprodutivas, na Patagônia.

O lobinho também foi encontrado debilitado e levado para o Cram. Nessa terça, logo depois de ser solto na beira da praia, ele entrou na água e começou a mergulhar e rolar entre as ondas. As duas tartarugas, junto com várias outras, estavam no Cram desde maio, onde chegaram bastante debilitadas devido à ingestão de lixo no mar. Permanecem em tratamento 27 pinguins, quatro tartarugas juvenis e dois lobos-marinhos jovens.

A expectativa de que os pinguins sigam para a Patagônia se deve ao fato de os retornos já terem sido verificados após outras solturas, tanto por meio de conferência das marcas quanto por rotas monitoradas via satélite, segundo o oceanólogo Lauro Barcellos, diretor do Museu Oceanográfico. Sobre o significado da liberação dos animais no mar para a equipe, ele diz que é sempre um sentimento de missão cumprida e de estar contribuindo com a natureza e a conscientização das pessoas. No próximo dia 10, serão soltos mais 27 pinguins.

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