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Pinguins sujos de óleo estão em tratamento em Rio Grande

Animais foram encontrados na beira da praia de Mostardas e levados à Furg

Animais foram encontrados na beira da praia de Mostardas e levados à Furg
Animais foram encontrados na beira da praia de Mostardas e levados à Furg Foto : Fábio Dutra / Especial CP
A equipe do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do Museu Oceanográfico da Furg, está mobilizada no tratamento de 21 pinguins de Magalhães sujos de óleo. Os pequenos animais, todos juvenis, foram encontrados na beira da praia na região de Mostardas – dois foram achados em São José do Norte – e levados para o Cram por técnicos da Lagoa do Peixe a partir da última sexta-feira. Eles chegaram ao centro desidratados e subnutridos.

No outono, os pinguins de Magalhães saem de suas colônias de reprodução, localizadas na Patagônia argentina e chilena, e vêm para a costa do Brasil em busca de alimentação. Ao serem atingidos por manchas de óleo no mar, saem da água porque o óleo prejudica a impermeabilização de suas plumagens e e eles passam a sentir frio. Conforme o veterinário do Cram Rodolfo Pinho da Silva, como essas aves se hidratam através da alimentação, saindo do mar elas não se alimentam e por isso ficam desidratadas e subnutridas.

No Cram, são submetidos a exames, hidratadas e alimentadas. Assim que estiverem mais fortes, passarão por banho com detergente neutro para a retirada do óleo. Silva acredita que em uma semana eles já poderão ser lavados. Esses animais ficarão no Centro de Recuperação até estarem em condições de serem reintroduzidos no mar.


Eles chegaram ao centro desidratados e subnutridos | Foto: Fábio Dutra / Especial CP

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