Os animais foram encontrados nas areias das praias do Litoral Sul durante monitoramentos feitos por técnicos do Cram, de projetos desenvolvidos pela Furg e do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema). As equipes soltaram primeiramente as tartarugas-marinhas, incluindo uma sem uma nadadeira. Algumas precisaram de ajuda para chegar mais rápido ao mar. Depois, foi a vez dos lobos-marinhos, que logo estavam entre as ondas. Por último, foram liberados os pinguins, que seguiram rápido e em grupo para a água e, em seguida, já estavam distantes da orla. As aves agora devem seguir para suas colônias de reprodução na Patagônia argentina e chilena.
Tratamento continua para outros oito animais
Permanecem no Cram dois pinguins, que estão em processo de mudança de plumagem; quatro tartarugas juvenis, três da espécie verde e uma da cabeçuda; e dois lobos-marinhos. Estes últimos, além de desidratados e fracos, estão com pneumonia e parasitose. Das tartarugas, uma está com pneumonia e duas encontram-se em tratamento por ingestão de lixo. Outra recebe cuidados porque uma nadadeira foi estrangulada por rede, mas não deve perder o órgão, segundo o veterinário Pedro Bruno, do Cram.
Lixo fez com que duas tartarugas precisassem de atendimento
Das tartarugas liberadas, três estavam no Cram por terem ingerido lixo e uma, que não tem uma nadadeira, por ter sido encontrada fraca e desidratada. Esta, segundo Bruno, esteve duas vezes no Centro de Recuperação neste ano. Primeiro ficou três meses em tratamento, recuperou-se e acabou liberada, mas 15 dias depois, foi encontrada novamente na beira-mar e ficou mais uma semana no Cram recebendo cuidados. O veterinário explica que essas tartarugas se adaptam bem sem uma nadadeira, mas têm mais dificuldades de enfrentar algumas situações, como as de ressacas.
Os pinguins soltos estavam em tratamento por causas variadas, sendo que alguns chegaram ao Cram sujos de óleo. Os lobinhos encontravam-se no local pelos mesmos motivos dos que permanecem. O diretor do Centro de Recuperação e do Complexo de Museus da Furg, Lauro Barcellos, destaca que o homem tem que parar de poluir o mar. “Precisamos nos mobilizar pela preservação da vida marinha e conscientizar as populações quanto à importância do mar para a vida na Terra”, ressalta.