Os pingüins estavam desnutridos e desidratados e, no centro, receberam hidratação e alimentação. O banho foi dado pela tarde, com detergente neutro e água na temperatura corporal deles (de 38,5 a 40ºC), o que envolveu oito técnicos e voluntários.
Depois de limpos, os pequenos animais foram hidratados e colocados em um ambiente de secagem, onde são aquecidos por lâmpada infravermelha e um secador animais domésticos. Eles devem ser liberados amanhã, durante o dia, na área externa do centro, onde poderão usar o tanque para nadar.
Agora se inicia o período de restabelecimento da plumagem para que ela volte a ser impermeável, o que deve se estender por 12 dias. Para que estejam totalmente recuperados e prontos para serem reconduzidos ao mar, ainda serão necessários no mínimo 20 ou 25 dias.
Ao todo, o Centro de Recuperação recebeu 152 pinguins-de-Magalhães vivos e petrolizados, mas 30 não sobreviveram. Conforme o veterinário Rodolfo Pinho da Silva, do Cram, estes chegaram muito debilitados e não resistiram. Os animais foram prejudicados principalmente pelo frio, uma vez que parte deles morreu em consequência de pneumonia.
Depois do banho, animais foram hidratados e colocados em um ambiente de secagem | Crédito: Fábio Dutra / Especial CP
Silva explicou que o óleo prejudica a impermeabilização das plumagens, o que os faz sentir frio e saírem da água. Entre os que estão em tratamento, há outros com pneumonia. No outono, os pinguins-de-Magalhães saem das colônias de reprodução, localizadas na Patagônia, e vão para a costa do Brasil em busca de alimento. Durante o deslocamento, são afetados por manchas de óleo no mar.