Conforme Leivas, a situação mais grave é a da produção leiteira, que teve uma quebra de mais de 50% em 3 meses. O município, que produziu 135 mil litros de leite em setembro, teve em dezembro uma produção de 63 mil litros. Na pecuária, a estimativa é de que o gado tenha até agora uma perda de peso de 30 a 40%. Ainda há expectativa de que 15 mil terneiros deixem de nascer devido à subnutrição do rebanho.
Leivas ressaltou que não há necessidade de racionamento de água potável, mas a prefeitura já recebeu da Defesa Civil cestas básicas e mini-pipas que ajudam a abastecer a população de cerca de 13 mil habitantes. Em 2010, foram construídos 180 mini-açudes, que contribuiram para que a situação não se agravavasse ainda mais. A expectativa é de que a Secretaria de Obras do Estado envie máquinas para limpeza de açudes que poderão acumular água das chuvas esparsas.
Para o sub-comandante da Defesa Civil, major Oscar Moiano, a situação mais crítica é a de localidades como Hulha Negra e Candiota. Nesses municípios, com grande número de pessoas no interior ou em assentamentos, há falta de água potável para beber e usar na alimentação. Já decretaram emergência Candiota, Herval, Pedras Altas, Santana do Livramento, Lavras do Sul, Hulha Negra, Cerrito, Pedro Osório e Bagé.