O prefeito Luiz Fernando Ávila Leivas pretende assinar o decreto de situação de emergência na tarde desta quinta-feira. A previsão era encaminhar o documento à Defesa Civil estadual na segunda-feira. No entanto, o envio precisou ser adiado em razão de modificações para adequar à legislação.
O prejuízo maior para a economia do município foi a criação de gado. O rebanho de cerca de 140 mil cabeças sofreu uma queda de 15 mil unidades de terneiros, conforme o vice-prefeito José Antônio Duarte Rosa, que é também coordenador da Defesa Civil municipal. “A inspetoria veterinária estima perdas de R$ 6 milhões”, disse. A venda de animais diminuiu 60% nos últimos meses, contabilizando R$ 3 milhões.
A última situação de falta de precipitação na cidade ocorreu em 2009. “Mas não criou tanto problema, porque foi em um período de fim de verão e a lavoura já estava sendo colhida. Agora é bem na fase de plantação e de recuperação das pastagens”, explicou Rosa. Na agricultura, os danos chegam a R$ 1,545 milhão conforme laudo da Emater. As lavouras mais afetadas são de milho, soja e feijão.
“O problema, por enquanto, está todo localizado na zona rural. A cidade está abastecida”, disse o vice-prefeito. São afetadas pela estiagem em Pinheiro Machado aproximadamente 920 pessoas que moram na região rural, a qual abriga em torno de 26% da população da cidade. “Se os índices de chuva continuarem baixos, a situação pode piorar”, avaliou. A esperança agora é receber ajuda do governo estadual, como caminhões para levar água às regiões mais afetadas.
A Defesa Civil reconhece cinco municípios em situação de emergência até a manhã desta quinta-feira: Lavras do Sul, Candiota, Herval, Pedras Altas e Santana do Livramento. No entanto, pelo menos outras duas cidades já assinaram o documento: Hulha Negra e Piratini. Além desses locais, a Defesa Civil ainda lista outros três com Notificação Preliminar de Desastre, além de Pinheiro Machado: Cerrito, Piratini e Pedro Osório.