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Piratini enfrenta sexta ação civil pública por investimentos insuficientes na saúde

MP ajuizou por suposto descumprimento, em 2008, da lei que exige aplicação de 12% da arrecadação no setor

O governo gaúcho será notificado, nos próximos dias, sobre uma nova ação civil pública ajuizada, nesta semana, pelo Ministério Público Estadual, que acusa o executivo de não investir em saúde, em 2008, o que determina a constituição brasileira. Desde 2003, esta é a sexta ação do gênero, na qual o Estado se torna réu por não aplicar no setor o mínimo de 12% sobre a Receita Líquida de Impostos e Tranferencias (RLIT). Segundo o promotor Luis Antônio Portela, em 2008, os cofres estaduais arrecadaram cerca de R$14,123 bilhões, mas o executivo investiu em saúde cerca de R$676 milhões, quando deveria ter aplicado, R$1,694 bilhões.

O governo se defende da acusação ao alegar que a exigência é atendida por serem injetados recursos no IPE, na Corsan e no pagamento de servidores da Secretaria Estadual de Saúde, da Fundação Estadual de Proteção e Pesquisa. O promotor tece duras críticas ao argumento: "O Estado, hoje, se omite ao problema que é responsável direto pela falta de leitos no SUS, e a espera, muitas vezes, de mais de oito horas para receber atendimento de emergência", afirma Portela.

Em três das seis ações civis publicas, nas quais o MPE acusa o governo de não investir 12% do total da RLIT na área da saúde, a Justiça condenou o executivo, mas a Procuradoria Geral do Estado (PGE) recorreu. A mais antiga, de 2003, deverá parar no Supremo Tribunal Federal (STF).