O Judiciário anulou ontem o acordo entre Estado e Ministério Público Gaúcho (MP) visando ao pagamento do complemento anunciado pelo Piratini para que nenhum professor ganhe menos de R$ 1.451 para 40 horas semanais de trabalho. A decisão, no entanto, não impede que o Piratini, por conta própria, mantenha o repasse. Mesmo sem a notificação oficial do Poder Judiciário, o Estado já decidiu que vai recorrer da liminar que anulou o acordo e, se for constatada a falta de amparo legal na manutenção do pagamento, os valores serão descontados na folha de maio.
A presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, voltou a defender que a maneira como está sendo realizado o pagamento, na forma de complemento e não de piso, é um desrespeito aos professores. O secretário de Educação, José Clovis de Azevedo, disse ainda ontem acreditar que os professores beneficiados pelo pagamento não concordam com a postura do Cpers. O entendimento do Piratini é de que os aumentos são substanciais e satisfatórios, além do Governo garantir que os planos de carreira não sofrerão interferência.