Nas salas de aula, usadas como celas, o militar aposentado Reginaldo Ives Barbosa,74, ficou enclausurado, sem qualquer contato com a família que morava a uma quadra dali, por oito meses. “Sofri tortura física e psicológica”, relatou. Ele, que atuava no 1º Batalhão de Polícia de Guarda recebeu voz de prisão do comandante por ter participado de manifestação em favor do presidente deposto João Goulart. Assim como ele, outros policiais presos na época estiveram na cerimônia para recordar do período de chumbo, que segundo eles, não pode ser esquecido.
O movimento estima que 75% da atual população brasileira não era nascida quando ocorreu o golpe. Por isso, os locais estão sendo identificados antes que a história se perca. São mais de dez pontos a serem destacados.