Entre as primeiras ações estão a fiscalização ostensiva e a punição aos infratores. A médio prazo, o plano prevê iniciativas de educação, capacitação e conscientização. Para um prazo mais longo, são sugeridos investimentos em segurança viária e veicular. "Estes últimos dizem respeito a obras de engenharia e estamos investindo mais de R$ 2 bilhões nestas intervenções nas estradas", destacou o vice-governador Beto Grill, coordenador do comitê.
O plano ficará disponível por até 30 dias para consulta da sociedade no Gabinete Digital do Governo do Estado. Após este prazo, será enviado para a Casa Civil e servirá de base para a elaboração de uma Política Estadual de Segurança no Trânsito.
Para Beto Grill, este objetivo poderá ser atingido antes do prazo, caso o índice de diminuição se mantenha no Estado. Em 2011, o Rio Grande do Sul registrou uma redução de 6,5% no número de vítimas fatais em relação a 2010, apesar de a frota ter aumentado em torno de 7% neste período. A curva descendente se manteve em 2012, com menos 5,74% de mortes no primeiro quadrimestre.
O Plano Estadual de Segurança no Trânsito foi elaborado a partir de visitas técnicas ao Rio de Janeiro - onde foram acompanhadas blitze e ações da Lei Seca - e à Europa, com verificação dos resultados obtidos pelas políticas da Espanha, França e Alemanha. Muitas ações executadas no Rio Grande do Sul são resultados dessas experiências.
Na Espanha, por exemplo, os integrantes do comitê conheceram a política de atuação integrada e os investimentos em tecnologia, que ajudaram a reduzir em 54% o número de óbitos entre 2003 e 2009. A partir daí, foram realizados, em 2011, nove encontros regionais e uma Conferência Estadual sobre Políticas de Segurança no Trânsito, incluindo o tema entre as prioridades do Governo do Estado.