A engenheira agrônoma e diretora em exercício do Departamento de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente de Canoas, Ângela Amaral, explica que este é um processo natural que se intensifica em dias de calor, levando, segundo estudos, a um crescimento diário das plantas de até 20%. "A velocidade de reprodução das alfaces d'água se tornou maior do que a nossa capacidade de pessoal para retirá-las do lago."
Ângela ressalta que, no local, vivem carpas e tartarugas, além de servir de área para alimentação de pássaros, e que o crescimento desordenado da vegetação acaba provocando grande consumo de oxigênio, o que pode prejudicar a vida das espécies. Sendo assim, a retirada da vegetação é fundamental para manter o equilíbrio do sistema.
As tartarugas, que antes subiam à superfície com facilidade, agora buscam brechas na vegetação para poder respirar. Segundo a diretora, em razão da limpeza diária, até agora não foram registradas mortes de animais.
Diante do problema, a secretaria utilizou-se de um termo de compensação ambiental para contratar uma empresa especializada para fazer a retirada das plantas. Tudo será acompanhado por biólogos que auxiliarão na elaboração de uma contenção natural para que esta espécie se reproduza em ambientes controlados, sem colocar em risco as vidas que existem no lago.
"A contenção é um cercamento feito com bambus, em algumas partes do lago, para que a reprodução seja localizada. É o mesmo tipo de contenção utilizado em barragens e é uma medida preventiva para que não haja a proliferação descontrolada", explica Ângela. Em aproximadamente 30 dias a limpeza do local deve estar concluída.