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PM de SP atribui confrontos a "descumprimento" de acordo

No total, 232 pessoas foram detidos durante protestos na capital paulista

O comando da Polícia Militar (PM) de São Paulo atribuiu os confrontos no protesto dessa quinta-feira contra o aumento da tarifa de transporte coletivo a um suposto descumprimento de um acordo feito com os manifestantes. O coronel responsável pela operação, Reinaldo Rossi, afirmou que o trajeto combinado começaria na Praça Ramos de Azevedo, passaria pela Praça da República e terminaria na Praça Roosevelt.

• Protestos repercutem na imprensa internacional

A confusão começou quando os manifestantes anunciaram que subiriam a Rua da Consolação. "Em razão da ausência de liderança do movimento, houve início de arremesso de objetos contra os policiais", disse. O comandante-geral da PM, coronel Benedito Meira, afirmou que, a partir desse momento, ele tomou a decisão de acionar a Tropa de Choque. "Na terça-feira, entendemos que o emprego da Tropa de Choque não foi necessária e houve vários policiais feridos. Ontem, eu decidi que era necessário o emprego da Tropa de Choque".

Os oficiais afirmam que qualquer excesso da polícia será apurado. Questionados sobre agressões a jornalistas, eles se limitaram a justificar a ação que terminou com a repórter da TV Folha Giuliana Vallone atingida no olho. Segundo Meira, policiais da Tropa de Choque que estavam em um ônibus revidaram pedradas de manifestantes. "O projétil de elastano ricocheteou no chão e atingiu a jornalista que estava em um estacionamento".

Apesar das imagens que mostram os policiais militares tentando impedir a chegada de manifestantes à avenida Paulista, a PM afirma que não tentou restringir a marcha dos manifestantes. Eles afirmam que apenas precisavam de tempo para o rearranjo da tropa.

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