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PM dispersa manifestação após atos de vandalismo em São Paulo

Ao menos 20 pessoas foram presas durante protesto na avenida Rebouças

Ao menos 20 pessoas foram presas durante protesto na avenida Rebouças
Ao menos 20 pessoas foram presas durante protesto na avenida Rebouças Foto : Leandro Godoi/Frame/Folhapress/CP
A Polícia Militar (PM) de São Paulo conseguiu dispersar manifestantes que ocuparam, na noite desta terça-feira, a avenida Rebouças, sentido da avenida Paulista, uma das principais vias da capital paulista. O protesto criticava o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza no Rio de Janeiro e a militarização da polícia. Ao menos 20 pessoas foram detidas.

A Força Tática usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes, após a depredação de agências bancárias e de uma concessionária de veículos. Com os rostos cobertos, vândalos usaram marretas e pedras nos ataques. Muros e prédios também foram pichados.

Segundo a Polícia Militar, 15 pessoas foram detidas pelo policiamento local e cinco pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Todos foram levados para o 14º Distrito Policial, em Pinheiros, zona oeste. Um homem, que disse ser jornalista, foi detido pela Rota quando estava intoxicado pelo gás lacrimogêneo e não conseguia se levantar.

O protesto começou por volta das 18h30min no Largo da Batata, zona Oeste, e passou pela avenida Brigadeiro Faria Lima antes de chegar à avenida Rebouças. Antes mesmo dos manifestantes se concentrarem no local, a Polícia Militar estava presente com 16 viaturas no largo, além de um carro do Corpo de Bombeiros e o policiamento reforçado em outros pontos da região. Durante a tarde, a Secretaria de Segurança Estado de São Paulo divulgou nota informando que estava disposta a adotar as medidas necessárias para evitar atos de vandalismo como os vistos na última sexta-feira.

Parte dos manifestantes lembrava as denúncias de corrupção envolvendo as obras do metrô de São Paulo que vem sendo veiculadas pela revista IstoÉ. “Estou aqui contra o governo do PSDB e a corrupção que ele representa em relação a uma das prioridades da população, que é o transporte público”, disse o professor do ensino fundamental Cícero Barbosa. Ele reclamou ainda dos baixos investimentos estaduais em saúde e educação.

A estudante de comércio exterior Fernanda Avelino disse que participava do ato para protestar contra a desigualdade social. “É muita desigualdade para o tamanho da arrecadação [de tributos pelo governo]”, disse ao reclamar da má distribuição de renda e da falta de infraestrutura. Para ela, os avanços indicados pelo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) não refletem a realidade do país. “Isso prova que as estatísticas não são nada ou é preciso algo muito além disso”.


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