A desocupação ocorreria em duas etapas, com um grupo de mulheres e outro de homens. Segundo ainda o advogado, a saída dos PMs não representa o fim da greve. Andrade disse também que o presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), Marco Prisco, deve ser o último a deixar o local, que está cercado por 1,2 mil homens do Exército, 50 policiais da Força Nacional, 200 de grupos da PM baiana e 20 da Polícia Federal.
Bombeiro é preso
O cabo Benevenuto Daciolo, do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, foi preso por volta das 22h50min dessa quarta-feira no aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. O militar voltava da Bahia, onde apoiava a paralisação dos policiais militares, e é suspeito de cometer crime militar.
Após o "Jornal Nacional", da TV Globo, divulgar conversas telefônicas em que o cabo falava sobre o movimento na Bahia e a pretensão de estendê-lo para o estado do Rio, o secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros fluminense, coronel Sérgio Simões, pediu à Justiça Militar a prisão preventiva do cabo pelo crime de incitamento, previsto no art. 155 do Código Penal Militar ("incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar"). A pena prevista é de prisão de 2 a 4 anos.
Enquanto a Justiça Militar não se manifesta, foi determinada a prisão administrativa do bombeiro, pelo prazo de 72 horas. Segundo a mulher do bombeiro, Cristiane Daciolo, o cabo foi preso ao desembarcar do avião que vinha da Bahia e levado para o Quartel Central dos bombeiros, no centro do Rio.
Também na noite de ontem, o governador Sérgio Cabral (PMDB) encaminhou carta ao governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), solicitando cópias das gravações em que o bombeiro ou qualquer outro servidor público do Rio tenha sido flagrado."A fim de que eu possa tomar as providências cabíveis para a manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro, solicito que me sejam enviadas cópias de todas as gravações que tenham tido como interlocutor o bombeiro militar acima referido ou qualquer outro servidor do Estado do Rio de Janeiro. Agradeço desde já a colaboração do Estado da Bahia na manutenção da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro", afirma a mensagem encaminhada por Cabral ao colega baiano.