A terça-feira começou com Batalhões de Polícia Militar (BPMs) bloqueados em Porto Alegre. Soldados, tenentes e sargentos da Brigada Militar (BM) estão aquartelados em protesto ao parcelamento dos salários anunciado pelo governador do Estado, José Ivo Sartori, nessa segunda.
Familiares de policiais militares (PMs) impedem a saída de viaturas no 9º BPM, 19º BPM, 21º BPM, 1º BOE, 4º RPB e Academia de Polícia, na avenida Aparício Borges, que está em meia-pista no sentido Sul-Norte.
Como ocorreu há um mês, dirigentes de associações que representam servidores da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros estiveram reunidos nessa segunda e decidiram pelo aquartelamento a partir de hoje. A população foi orientada a se proteger "como puder".
Sem ronda ostensiva
Além de Porto Alegre, diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul já registraram aquartelamento parcial ou total dos efetivos da BM na noite dessa segunda-feira. Em Cruz Alta, no Alto Jacuí, um protesto de familiares às 17h fechou os portões do 16º Batalhão de Polícia Militar, deixando a cidade sem ronda ostensiva. O cenário também ocorreu em Capão da Canoa e Sapucaia do Sul, ainda no fim da tarde.
Em Cruz Alta, cerca de 15 esposas de policiais militares interrompem a saída de viaturas do local, em protesto pelo parcelamento de salários dos servidores realizado pelo governo estadual. O sargento João Paulo Baraldo, disse que a manifestação, que está associada aos movimentos realizados em outras regiões do Estado também reivindica “melhores condições de trabalho para atender a sociedade, como equipamentos, viaturas e mais policiais militares”.
De acordo com o sargento, a cidade está sem policiamento no momento e as viaturas só devem deixar o 16ºBPM em caso de ocorrências de extrema urgência que envolvam risco de vida. O policial militar informou que o serviço deve ser normalizado nesta terça-feira.
Familiares de Policiais Militares lotados no 2º Pelotão Ambiental da Brigada Militar de Sapucaia do Sul, com sede na avenida Rubem Berta, no Horto Florestal, bloquearam a saída de viaturas em protesto contra o parcelamento. Posicionados em frente ao pelotão com cartazes, cadeiras de praia e cuias de chimarrão, os parentes dos PMs ainda interromperam a circulação de carros de serviço com cordão de isolamento. Esposa de um dos PMs, a dona de casa Elisângela Cortinaz, 36 anos, disse que em 11 anos de casada, teve pela primeira vez a luz cortada em casa.
PMs estão aquartelados em batalhões de Porto Alegre
Soldados, tenentes e sargentos também estão mobilizados no interior