Uma assembléia geral de policiais militares, ocorrida nesta terça-feira em Porto Alegre, mobilizou a categoria para pressionar o governo estadual com uma possível greve, em busca de melhores salários. Pelo menos 18 entidades de PMs do interior, da capital e Região Metropolitana rejeitaram as medidas anunciadas pelo Palácio Piratini.
A categoria contesta a elevação da contribuição previdenciária e a concessão de reajuste maior para oficiais do alto escalão e menor aos soldados, capitães e sargentos. Sindicatos e associações esperam que o Executivo retire amanhã, da Assembleia Legislativa, o projeto de reajuste salarial. Se isso não ocorrer, os PMs poderão aprovar greve na quinta-feira.
A presidente da Associação das Esposas de PMS e Policiais Femininas, Claudete Valau, disse que a principal exigência é que todas as funções da corporação ganhem 19% de reajuste. “A promessa da governadora, de reajustar o salário em 100%, não saiu do papel, então, que pelo menos, haja justiça e reajustes iguais para soldados e oficiais”.
De acordo com as entidades de servidores da BM, o líder do governo na AL, deputado Coffy Rodrigues (PSDB), prometeu negociar com a governadora Yeda Crusius a retirada, nesta quarta-feira, do atual projeto para a categoria, que deve ser votado no dia 11 de dezembro. As 18 associações ainda são contra aos critérios de meritocracia propostos pelo governo estadual. Por isso, haverá reuniões, nesta semana, com o Cpers-Sindicato, com o objetivo de unificar protestos. Há mais de dez anos, não ocorrem greves de PMs gaúchos, hoje com os piores salários do país.
No começo da tarde, o presidente da Abamf (associação que congrega os servidores de nível médio da BM), Leonel Lucas, afirmou que ficou decidido que a categoria manterá um estado de assembleia permanente até a votação dos projetos enviados pelo Executivo ao Legislativo. Lucas salientou que nenhuma atitude será tomada enquanto as propostas não forem à votação. Se o projeto for aprovado, aí, segundo o presidente, será realizada uma assembleia para decidir sobre uma possível greve.
PMs gaúchos rejeitam proposta de reajuste salarial
Dezoito entidades participaram de assembleia e reforçaram possível greve