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Polêmica em assembleia dos rodoviários de Porto Alegre acaba na polícia

Membros da categoria registraram boletim de ocorrência contra nova diretoria

No BO, rodoviários comunicaram que disposições estatutárias do sindicato foram contrariadas
No BO, rodoviários comunicaram que disposições estatutárias do sindicato foram contrariadas Foto : Fabiano do Amaral
Dezenas de rodoviários foram até o Palácio da Polícia no início da noite desta segunda-feira para realizar um boletim de ocorrência (BO). A atitude foi realizada diante dos acontecimentos que ocorreram durante a assembleia geral do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, que aconteceu no final da tarde do mesmo dia. Segundo os membros da categoria, a nova direção da entidade aprovou a pauta proposta sem ao menos deixar os membros discutirem e votarem os itens do documento.

De acordo com o representante do grupo, Alceu Weber, a ação da direção é uma afronta direta ao estatuto da entidade. “A nova diretoria nem está homologada. É uma atrocidade”, destacou. O rodoviário Gerson Assis, que efetuou o BO, afirmou que durante a assembleia não foi perguntado o que a categoria queria. “Simplesmente aprovaram a pauta por conta própria”, definiu. Segundo ele, caso a diretoria mantenha esta conduta, a categoria deve entrar em um colapso maior do que o ocorrido neste ano. “Não estão atendendo às nossas necessidades. Estamos sendo prejudicados”, salientou.

Conforme o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Adair da Silva, a pauta foi lida e aprovada, com a maioria dos presentes votando a favor dos itens. “Quem não estava a favor, tem o direito de reclamar”, disse o presidente. Segundo ele, os rodoviários estavam contrariados por não ter sido permitida a criação de uma comissão que trabalhasse em conjunto com a diretoria na negociação do dissídio do próximo ano. “O único problema foi em relação a criação desta comissão, que não estava no edital”, justificou. Adair ainda ressaltou que qualquer membro podia colocar um item na pauta.

No BO os rodoviários comunicaram que as disposições estatutárias do sindicato foram contrariadas, “tolindo o direito da categoria de se manifestar, debater e votar”. De acordo com Assis, o BO deve ser encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com Weber, a categoria também deve ingressar com uma ação civil na Justiça. “O que ocorreu foi um crime”, avaliou.