Pouco antes do avanço da BM, manifestantes cometeram atos de vandalismo no shopping João Pessoa, ateando fogo em lixeiras e depredando o prédio com material das obras dos corredores de ônibus da avenida para o sistema de ônibus BRT. Um grupo também investiu contra uma agência do Banrisul – na altura da rua Lopo Goncalves – e prédios na avenida.
Em outros pontos da Capital, a polícia também tenta controlar alguns integrantes do protesto. Segundo a Comunicação Social da BM, o grupo usou pedras e coquetel molotov para atingir os policiais. Uma parte promove ato pacífico no Largo Zumbi dos Palmares, ponto tradicional de manifestação no centro de Porto Alegre. Sob chuva, os manifestantes apresentavam cartazes com dizeres como "O povo acordou" e "Queremos seriedade, não à impunidade".
Um primeiro confronto ocorreu na avenida Ipiranga, por volta das 20h. A confusão iniciou quando o grupo de protesto chegou perto do cruzamento da avenida com a Erico Veríssimo. A tropa de choque da Brigada Militar (BM) fez um cordão de isolamento no local para proibir o avanço dos ativistas.
Alguns integrantes do movimento jogaram pedras e garrafas contra a corporação, que reagiu usando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. A correria começou na avenida Ipiranga a partir deste momento e a via chegou a ser bloqueada nos dois sentidos pelo grupo.
Pouco antes das 21h, a BM conseguiu tomar a Ipiranga e a maior parte do grupo se dirigiu à Cidade Baixa, pelas avenidas João Pessoa e Lima e Silva. Pelo menos um manifestante passou mal e foi carregados pelos demais ativistas durante o confronto.