"Estamos trabalhando com várias frentes de investigação e mais de 100 policiais civis auxiliando, além do Instituto Geral de Perícias (IGP)", relatou o delegado. "O trabalho está centrado, primeiro, na identificação das pessoas mortas, já que muitas estavam sem documentos. Se não conseguirmos com familiares vai para a etapa de digitais e exame de DNA", salientou.
Conforme Meinerz, o fato de Santa Maria ser um centro universitário aumenta a complexidade da identificação em alguns casos. "Muitos que estavam no ambiente não eram oriundos do município. Para isso é preciso calma e aprofundamento na investigação pois familaires podem não estar na cidade", ponderou o delegado, salientando que não há previsão para que uma lista de vítimas seja divulgada.
"Ainda não há liberação de listagem de nomes, pois é preciso checar se pessoas que portavam documentos eram exatamente as proprietárias", explicou. "Sabemos que ocorre a entrada num local como esse com a documentação de terceiros por menore. Por isso, não há previsão", definiu o policial.
Meinerz frisou que aguarda o depoimento voluntários dos responsáveis pela boate antes de buscar algum tipo de intimação para depor. "Esperamos que nos procurem num primeiro momento, ou depois vamos trabalhar para localizá-los", comentou.
Não existe ainda hipóteses definidas para as causas da tragédia, conforme o delegado. "Estamos fazendo triagem das diversas informações, para identificar o que é verdadeiro ou não", avaliou. "Estamos entrevistando pessoas que trabalhavam para o estabelecimento e tenham recebido alguma informação no sentido de barrar ou não a saída, por exemplo. Estamos buscando testemunhas", detalhou Meinerz.