Foram avaliadas a Polícia Federal (PF), Ministério Público (MP), Magistratura, Defensoria Pública e Polícia Civil e atribuídas notas de 0 a 4. A PF e o MP ficaram em primeiro lugar, com média de 2,20 - considerada apenas regular na escala definida pelo Ipea. A Polícia Civil obteve a pior nota, 1,81.
Para o subprocurador-geral de Assuntos Institucionais do Ministério Público Estadual, Marcelo Dornelles, a baixa avaliação é resultado de uma percepção misturada dos papéis das instituições jurídicas. "O ponto negativo de uma acaba tendo reflexo em todos", disse.
Segundo o Ipea, "o desempenho da PF na pesquisa tem caráter intuitivo, dado o alto grau de exposição, geralmente com conotação positiva, de que desfrutaram as operações da instituição na mídia no passado recente". Para Marcelo Dornelles, a nota 2,20 serve como combustível para o MP trabalhar ainda mais. "Acredito que o Ministério Público precisa trabalhar a visibilidade de suas ações, especialmente no combate à corrupção, sonegação e o crime organizado, que são áreas mais sensíveis à sociedade", disse o subprocurador-geral.
Entre os motivos que a Justiça é mais procurada, o estudo apontou questões de natureza criminal (10,1%) em primeiro lugar - ainda que os entrevistados tenham informado como problema "mais sério" os assuntos de natureza familiar (24,86%), de relações de trabalho (15,43%) e até referentes a situações com vizinhos (11,71%).