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Polícia Civil indicia seis por vandalismo no Paço Municipal

Inquérito já foi concluído, mas só deve ser encaminhado na Justiça nesta terça

Vidros da Prefeitura de Porto Alegre foram quebrados
Vidros da Prefeitura de Porto Alegre foram quebrados Foto : Mauro Schaefer / CPMemória
A Polícia Civil confirmou ter indiciado seis jovens envolvidos nos protestos contra o aumento das passagens de ônibus em frente ao Paço Municipal, em 27 de março. Entre os responsabilizados, há quatro homens e duas mulheres. Uma pessoa vai ser indiciada por lesão corporal, em função de ter agredido um guarda municipal; outras duas serão incriminadas pelo dano ao patrimônio público, por terem pichado e danificado a porta e as vidraças da Prefeitura, e outras três responderão por falso testemunho, por não terem colaborado com a investigação, além de terem omitido informações.

O inquérito já foi concluído, mas só deve ser encaminhado na Justiça nesta terça pela delegada Carmen Kátia Regio, titular da 17ª Delegacia de Polícia. O relatório apontou uma despesa de cerca de R$ 37 mil. O maior dano foi causado na porta do Paço, estimado em R$ 30 mil. O total compreende estragos causados em vidraças e viaturas, entre outros itens.

A delegada adiantou ainda que um dos seis indiciados também foi identificado como um dos autores de outra depredação ocorrida no Paço durante os protestos de 23 de abril. A policial também assumiu a investigação sobre uma terceira pichação ocorrida em 22 de maio, mas as câmeras de segurança não flagraram a ação e nenhum suspeito foi identificado.

Protestos nas sedes da ATP e da EPTC


A onda de protestos contra o aumento das passagens de ônibus em Porto Alegre também culminou em vandalismo contra as sedes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), em 4 de abril, e da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), em 11 de abril. Nos dois inquéritos, a Polícia Civil ainda não conseguiu identificar nenhum dos autores, porém segue ouvindo as testemunhas para tentar apontar a autoria dos ataques. Os administradores dos órgãos estimaram que os prejuízos chegaram a casa de R$ 30 mil e R$ 70 mil, respectivamente.


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