"Foram nove registros por desacato, desobediência, resistência à prisão, apreensão de objetos e lesão corporal. São todos crimes de menor poder ofensivo, eles assinaram um termo de compromisso para comparecer em juízo e vão responder em liberdade", explicou.
O advogado Carlos Viana, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), disse que a entidade tem se mobilizado desde o início das manifestações para atuar nas delegacias e garantir o estado democrático de direito.
"Respeitando todos os princípios constitucionais, entre eles, o direito à livre manifestação, livre pensamento, livre religião, e por conta disso a OAB vem às delegacias para garantir que todos os direitos sejam preservado", declarou.
O pai do estudante apreendido, Marcelo Cabral, metalúrgico, foi buscar o filho na delegacia e apoia as manifestações: "Ele me ligou relatando o ocorrido. Acho que tudo é válido, contanto que não haja violência, acho que passou até da hora de o povo acordar para tanta atrocidade que acontece".