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Polícia deve ampliar rondas em postos de saúde na Capital

Secretaria da Segurança Pública quer garantir mais segurança a usuários e trabalhadores

Secretaria da Segurança Pública quer garantir mais segurança a usuários e trabalhadores
Secretaria da Segurança Pública quer garantir mais segurança a usuários e trabalhadores Foto : Mateus Bruxel
Ampliar as rondas das equipes da Brigada Militar e da Polícia Civil aos postos de saúde de Porto Alegre e estimular a realização de atividades conjuntas entre as diretorias das unidades e os comandos de policiamento. Essas são as duas principais medidas definidas nesta quinta-feira em encontro entre a diretoria do Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers) e o secretário em exercício da Segurança Pública, Rubens Edison Pinto, na Secretaria Estadual da Segurança Pública. A reunião teve como objetivo discutir alternativas para garantir mais segurança aos usuários e trabalhadores dos postos de saúde.

O encontro foi motivado pelo assalto que aconteceu na segunda-feira passada no posto de saúde Vila dos Coqueiros, localizado zona Norte. Durante o assalto, a médica Cláudia Hilbig, de 35 anos, foi baleada enquanto atendia uma paciente. Os assaltantes também levaram o carro dela, que foi encontrado na quarta-feira.
"Para conseguir amenizar a violência nos postos é indispensável a união dos departamentos de segurança e as direções das unidades", afirmou o secretário. “O trabalho em rede é um dos caminhos para ampliar a proteção aos usuários e funcionários e reduzir a violência”, avaliou ele, antecipando que as rondas e os trabalhos conjuntos deverão ser estimulados também em municípios do Interior. O secretário ressaltou que está prevista uma troca de informação e a aproximação entre os comandantes responsáveis pelo policiamento com os seguranças particulares que atuam nos locais.

Após o encontro, o presidente do Cremers, Fernando Matos, avaliou que as ideias são importantes por proporcionarem mais segurança aos profissionais da saúde. “Esse assalto apenas deixou mais evidente um problema que existe há muitos anos nos postos, mas que era visto como uma situação normal. Os profissionais são alvos frequentes de agressões físicas e verbais durante a execução do seu trabalho no dia a dia e isso não pode continuar assim”, afirmou ele.

Matos destacou que o assunto ganhou mais destaque com a morte de uma funcionária no prédio da Secretaria Municipal de Saúde de Correia Pinto, em Santa Catarina. Ela foi atingida por tiros de um homem que alegou ter sido mal atendido.

Desde o assalto na segunda-feria passada, a Brigada Militar realiza um levantamento na Capital dos postos que estão em áreas mais vulneráveis para ampliar o reforço de policiamento nas proximidades. Foi formado ainda um Grupo de Trabalho que reunirá representantes da Policia Civil e da Brigada Militar e do Cremers. Os integrantes vão discutir outras alternativas.

Em cerca de 15 dias deverá ser realizado um encontro com o Grupo de Trabalho e os diretores técnicos dos postos de saúde da Capital e dos hospitais que têm serviço de emergência. “Com a troca de informações e de experiências será possível encontrar ações que permitam mais segurança aos profissionais dos postos de saúde. Precisamos unir a realidade de dentro e de fora dessas unidades”, afirmou o presidente do Cremers.