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Polícia faz reconstituição do incêndio na boate Kiss em Santa Maria

Cinco pessoas que estavam em diferentes pontos da casa noturna na noite da tragédia participaram do trabalho

Polícia faz reconstituição do incêndio na boate Kiss em Santa Maria
Polícia faz reconstituição do incêndio na boate Kiss em Santa Maria Foto : Tarsila Pereira
A Polícia Civil realizou, na tarde desta quarta-feira, a primeira reconstituição do incêndio na boate Kiss, na rua dos Andradas, em Santa Maria. Cinco pessoas – entre funcionários, seguranças e frequentadores da casa noturma –participaram do trabalho. Na madrugada do incêndio, elas estavam em diferentes pontos da boate e apresentaram as suas versões a respeito do início do fogo e da evacuação das pessoas.

Uma das testemunhas disse que a fumaça densa e tóxica se espalhou rapidamente, logo após o início do fogo, e tomou conta do teto sobre o palco de onde um dos músicos da bandas disparou o artefato pirotécnico. O delegado Marcelo Arigony explicou que, no desespero, dezenas de jovens erraram a única saída e foram para o banheiro porque já não conseguiam mais enxergar, em razão da fumaça.

Contrariando o advogado Jader Marques, que defende o proprietário Elissandro Spohr, Arigony reafirmou que a boate estava lotada. Segundo o delegado, é possível que mil pessoas estivessem dentro da casa no momento do incêndio.

A Polícia Civil deixará para sexta-feira a decisão sobre o pedido de renovação da prisão dos proprietários e dos músicos da banda.

Às 16h30min, foi sepultado no Cemitério Ecumênico Municipal de Santa Maria o corpo de Gustavo Marques Gonçalves, de 21 anos. Internado no Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre, o jovem não resistiu às queimaduras. O irmão dele, Davis Marques Gonçalves, morreu dentro da boate, na madrugada da tragédia.


Polícia faz reconstituição do incêndio na boate Kiss em Santa Maria | Foto: Tarsila Pereira

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