Um grupo de policiais se reuniu, nesta segunda-feira, na superintendência regional da PF em Porto Alegre para tratar sobre o movimento grevista. Em conformidade com outros estados, foi definido o dia da operação, que será um dos instrumentos para pressionar o governo federal a conceder reajuste salarial e melhorar as condições de trabalho. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS), Paulo Paes, o rigor na fiscalização traz mais segurança para a população e só não é regra no trabalho da polícia por falta de efetivo.
A categoria, que pede também reestruturação na carreira, ainda não recebeu proposta do Ministério do Planejamento, que deve se reunir com representantes do sindicato nesta quarta-feira. Paes avalia que um dos principais prejuízos com a paralisação é a emissão de passaportes, que desde o início do movimento só é feita em casos de urgência e para pessoas com mais de 60 anos.
Pelo menos 1,2 mil documentos desse tipo deixaram de ser feitos no Rio Grande do Sul. Além disso, o trabalho de investigação está parado. “Esse é um serviço que não aparece, mas que está sendo atrasado em função da greve”, observou Paes.