A Polícia Federal brasileira vai abrir inquérito para investigar o incêndio que consumiu a área habitável do navio marcante Düden, de nacionalidade turca, no domingo. O incidente, ocorrido a 260 quilômetros do Litoral gaúcho, na altura de Tramandaí, matou o oficial de segurança da embarcação, ainda não identificado.
O navio atracou nesta manhã, no Cais do Porto de Rio Grande, com os 22 sobreviventes e o corpo do marinheiro que morreu carbonizado. Os 20 turcos e as duas pessoas do Azerbaijão desembarcaram depois de identificadas informalmente, já que todos os documentos pegaram fogo. Todos devem permanecer no Brasil até que a embaixada da Turquia no País seja acionada. A situação dos cidadãos do Azerbaijão ainda não foi definida.
O Serviço de Salvamento e Resgate (Salvamar Sul), do Comando do 5° Distrito Naval (5 DN), recebeu pedido de socorro da embarcação e enviou as fragatas Bosísio e Constituição, mais o navio-patrulha Benevente e dois helicópteros, para o resgate da tripulação. Os três navios participavam da Operação Laçador, no Litoral Sul gaúcho.
Conforme o comandante da fragata Bosísio, da Marinha, Cláudio Adalberto Sena, o oficial de segurança morreu na cabine, onde o fogo começou. O cargueiro estava vazio no momento do incidente e vinha da Nigéria com destino à Argentina.
Polícia Federal vai abrir inquérito para investigar incêndio de navio
Tripulantes foram resgatados e desembarcaram na manhã desta terça no Porto de Rio Grande