Responsável pelas investigações, o delegado Marco Antônio de Souza, do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), confirmou que a maioria dos indiciamentos se deu em função da prática de danos ao patrimônio privado, incluindo agências bancárias, estabelecimentos comerciais e veículos estacionados na rota dos protestos. Já os danos ao patrimônio público foram cometidos principalmente contra a Prefeitura de Porto Alegre e o Palácio da Justiça, na Praça da Matriz.
Mesmo que o número de indiciados seja elevado, o delegado deixa claro que esse total vai aumentar. “Posso afirmar que vai subir até porque tramita nesta divisão um inquérito que está apurando a formação de quadrilha. Nós estamos apurando para saber se existe um determinado grupo que de forma pré-ordenada atuou com o intuito de praticar o crime. Além disso, temos outros fatos que estão sendo apurados e ainda não concluímos esse trabalho”, garantiu.
Entre as investigações paralelas estão a queima de duas viaturas da Brigada Militar no pátio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), no início do mês, e até os incidentes registrados quando houve esvaziamento do tatu-bola - mascote da Copa do Mundo –, no fim do ano passado.