A Polícia Civil indiciou um motorista que atropelou sete estudantes em meio a um protesto por mais segurança em frente à Escola Erico Verissimo, em Canoas, em 16 de junho passado. O condutor, que não teve o nome revelado, foi incriminado pela tentativa de sete homicídios qualificados de trânsito. Entre os feridos, dois registraram sequelas graves, um na perna e outra na cabeça.
O inquérito foi remetido nesta terça-feira à tarde à Justiça de Canoas. Diversos laudos periciais foram analisados para embasar a investigação, explicou o delegado Marco Antonio Guns.
“É um fato que extrapola nossas atribuições diárias, uma vez que nós não temos, muitas vezes, esse tipo de conduta no trânsito. É uma conduta que impossibilitou a defesa das vítimas, uma vez que esse atropelamento foi pelas costas, e de uma forma surpreendente”, ressaltou.
Em caso de condenação, ele pode pegar, no mínimo, quatro anos de prisão para cada tentativa de homicídio. Somando a gravidade do fato, o período de reclusão pode chegar a pelo menos 28 anos.
A ocorrência foi registrada como tentativa de homicídio qualificado, mas o motorista alegou ter agido em legítima defesa. O delegado confirmou, porém, que o motorista assumiu o risco de matar, depois de ter acelerado contra as vítimas, de forma brusca. Nenhum pedido de prisão foi solicitado contra o motorista. Ele deve responder processo em liberdade caso o Ministério Público não solicite a detenção.