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Polícia ouve sete operários sobre incêndio em alojamento da Arena

Trabalhadores negaram envolvimento no incidente que destruiu dois galpões no domingo

Trabalhadores negaram envolvimento no incidente que destruiu dois galpões no domingo
Trabalhadores negaram envolvimento no incidente que destruiu dois galpões no domingo Foto : Cristiano Estrela / CP Memória
Sete operários do canteiro de obras da Arena do Grêmio foram os primeiros a prestar depoimento à polícia, nesta terça-feira. Responsável pelo inquérito sobre o incêndio em um dos pavilhões do alojamento, na noite de domingo, delegado Flávio Conrado disse que eles negaram ter colocado fogo no local, mas frisou que todos portavam as carteiras de identidade e de trabalho. A maioria dos 1,2 mil operários perdeu os documentos e pertences, consumidos pelo fogo.

A polícia suspeita que o incêndio tenha começado em repúdio à morte de um colega, atropelado na freeway, na noite de domingo. Nesta quarta, devem ser ouvidos dois seguranças da obra e o zelador de uma escola próxima. As chamas consumiram também os equipamentos de segurança e vestuário usados pelos operários durante o trabalho.

A Delegacia Regional do Trabalho pretende realizar um mutirão para refazer as carteiras e garantir a regularidade nos contratos dos trabalhadores. A Câmara dos Vereadores debaterá sobre as obras na próxima quinta-feira.

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