Na terça-feira passada, os dois médicos alegaram ter seguido as indicações da ficha para realizar o procedimento. O delegado suspeita que o registro tenha sido modificado após a constatação do erro.
Já o anestesista, que havia adiado o depoimento, foi ouvido na tarde desta quinta. Durante o depoimento, ele alegou que realizou o procedimento normalmente após a orientação dos traumatologistas. De acordo com o delegado, os esclarecimentos do profissional não foram relevantes para alterar o andamento do inquérito.
Erro ocorreu há quase um mês
Em 6 de julho, os médicos implantaram um pino de platina na perna direita de Maria, sendo que o membro a ser operado era o esquerdo. Um dia depois, ao perceber o erro, a equipe operou a perna correta da paciente. No dia 18, a idosa voltou a ser internada com diagnóstico de infecção respiratória e trombose na perna que foi operada por equívoco. Maria deixou o hospital no dia 27 para seguir o tratamento em uma clínica.
Além dos depoimentos colhidos, o delegado ainda espera a chegada do resultado do laudo pericial. Os administradores do Hospital de Novo Hamburgo também devem ser ouvidos na semana que vem.