Nove líderes das manifestações dos caminhoneiros foram presos nesse domingo pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul. Duas prisões aconteceram em Camaquã para liberação da BR 116 e sete, em Pelotas, na BR 392. As ações ocorreram depois das reuniões entre os órgãos de segurança pública estaduais e federais, que definiram estratégias para solucionar as dificuldades nas rodovias e evitar que as manifestações voltem a se alastrar.
Às 8h desse domingo, 13 pontos estavam bloqueados em BRs, mas às 18h, todas as rodovias federais e estaduais já haviam sido liberadas. Porém, às 20h, caminhoneiros voltaram a bloquear o km 123 da BR 392, em Canguçu, que foi liberada às 21h30min. Em seguida, interromperam o km 407 da BR 116, em Camaquã, ateando fogo em pneus. O superintendente da PRF no Estado, Jerry Adriane Dias Rodrigues, disse que as equipes estão mapeando os pontos de manifestação, identificando lideranças e monitorando a evolução dos protestos. “Se houver descumprimento de determinação judicial e coação daqueles motoristas que querem seguir viagem, os manifestantes serão presos”.
Rodrigues disse que as equipes estão reforçadas. Até ontem eram três forças de choque operando, além do apoio da Força Nacional, Polícia Federal, Brigada Militar e Polícia Civil. Ele afirmou que as reuniões definiram estratégias para a escolta de caminhões até cidades que sofrem com o desabastecimento (Pelotas e Rio Grande, por exemplo), mas não revelou detalhes para preservar a segurança da ação. “A PRF não é contra a livre manifestação, mas temos que agir contra o vandalismo, garantir o direito de ir e vir e que não haja desabastecimento”.
Polícia prende nove líderes das manifestações dos caminhoneiros
Duas prisões aconteceram em Camaquã para liberação da BR 116 e sete, em Pelotas, na BR 392