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Polícia trabalha com cinco possíveis suspeitos de incêndio na área da Arena

Delegado responsável por investigação esteve no local nesta segunda-feira

Polícia tem cinco nomes suspeitos por incêndio na área da Arena do Grêmio
Polícia tem cinco nomes suspeitos por incêndio na área da Arena do Grêmio Foto : Bruno Alencastro
A Polícia Civil começou nesta segunda-feira as investigações sobre o incêndio que consumiu dois alojamentos de operários que trabalham na construção da Arena do Grêmio, no bairro Humaitá, na noite desse domingo. De acordo com o delegado Flávio Conrado, titular da 4ª Delegacia de Polícia, cinco funcionários da obra surgem como possíveis suspeitos de causarem as chamas. O delegado visitou o local destruído hoje.

A investigação chegou aos cinco possíveis suspeitos por causa de ocorrências já registradas anteriormente e conversas com outros operários. O fato de todos trabalharem na construção, acredita o delegado, pode dificultar as investigações. “Eles se protegem”, afirmou Conrado, que também conversou com diretores da OAS, responsável pela construção, nesta segunda-feira.

O dono dos locais afetados – que alugava à OAS – estima ter um prejuízo de cerca de R$ 10 milhões. “Foi um incêndio criminoso”, garantiu o delegado, que espera os laudos da perícia para saber como as chamas foram iniciadas. Para não atrasar a investigação, ele irá requerer um laudo preliminar, pois o resultado conclusivo “pode demorar semanas”.

Além dos alojamentos, o fogo destruiu documentos de boa parte dos trabalhadores, e muitos deles vieram de outros estados. Segundo a OAS, parte deles foi alocada em um ginásio de uma escola no Humaitá enquanto outro grupo passou a noite em um hotel no Centro de Porto Alegre.

Protesto começou após atropelamento e morte de operário

O protesto dos operários começou depois das 19h desse domingo, após o atropelamento seguido de morte de José Elias Machado, 40 anos, na freeway, em frente à Arena. Houve tentativa de linchamento do motorista, que não ocorreu devido à atuação da Polícia Rodoviária Federal e da Brigada Militar. Em seguida, eles atearam fogo em um galpão. Durante a madrugada, houve um novo incêndio, nos alojamentos.

O corpo de Machado está no Departamento Médico Legal e só poderá ser liberado depois da chegada de algum familiar do Nordeste. Segundo informações de colegas, a vítima foi atropelada quando atravessa a freeway, fato que será investigado pelo Ministério Público do Trabalho. Se for comprovada a denúncia de que é necessário atravessar a rodovia para chegar ao alojamento, ficando expostos a riscos de atropelamento, a OAS pode ser responsabilizada. 

Em fevereiro deste ano, os operários da obra da Arena realizaram greve reivindicando melhores condições de trabalho e aumento no salário. Quatro meses depois, eles fizeram uma nova paralisação, pelos mesmos motivos.

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