Entre os profissionais vitimados, o presidente da ASOFBM, tenente coronel da reserva José Carlos Riccardi Guimarães, citou como exemplo o caso do cabo Valdeci de Abreu Lopes, de 27 anos, que morreu degolado por uma foice ao ser atacado, na Esquina Democrática, por um grupo de sem-terras, vindos da Praça da Matriz, no dia 8 de agosto de 1990.
O dirigente destacou também o recente caso do soldado Eriston Mateus de Moura Santos, de 25, foi atingido por uma pedrada na cabeça e teve traumatismo craniano, com sequelas neurológicas graves. O caso ocorreu na madrugada de 4 de outubro do ano passado quanod o policia foi atingido por manifestantes que atacaram o boneco inflável do mascote da Copa do Mundo de 2014, no Largo Glênio Peres. “Há pouco meses ele estava com a filhinha no colo”, afirmou, observando que ele permanece agora em uma cama de hospital.
Para o tenente coronel da reserva José Carlos Riccardi Guimarães, os policiais sempre são esquecidos pelos Direitos Humanos. “A BM sempre é acusada de truculenta”, protestou, acrescentando que ninguém lembra dos vitimados. “Basta. Não aguentamos viver nesta agressão. Não suportamos mais a violência contra quem faz a segurança pública, maltratada e desprestigiada”, desabafou.
A Asofbm pretende promover o combate à violência de qualquer natureza e a conscientização da importância de que as pessoas, em conjunto, possam realizar ações para uma convivência social pacífica. “Qualquer nível de agressão não deve ser aceito em nossas sociedades. Não podemos conviver com a violência, seja contra a criança, o jovem, o idoso, os animais. É necessário priorizar a vida”, disse o presidente da entidade.