Um grupo de cerca de 30 profissionais compareceu no Hemocentro de Porto Alegre para realizar a doação. A ação fez parte do Movimento Unido em Defesa da PF (Mude PF) e o dia foi escolhido porque hoje o Ministério do Planejamento teria se comprometido em apresentar uma proposta de reestruturação da carreira, reivindicação antiga da categoria, que se sente desprestigiada.
De acordo com o presidente da Associação dos Peritos Criminais Federais do Departamento de Polícia Federal no Rio Grande do Sul (APCF), Dirceu Emílio de Souza, desde 2003 a questão vem sendo discutida. Na ocasião, foi criado o Plano Especial de Cargos da PF, que delimita a atividade administrativa para combater o desvio de função de policiais de setores administrativos, além da terceirização irregular.
“Queremos no mínimo o reajuste inflacionário e que o governo pare de dificultar essa negociação”, avaliou. O delegado Sérgio Eduardo Busato foi um dos que doou sangue. Segundo ele, o protesto em forma de doação é uma atividade em âmbito nacional que visa mostrar que para vencer a criminalidade, os servidores precisam antes driblar cortes no orçamento, contenção de diárias, falta de pessoal, capacidade operacional reduzida e indefinição de postos estratégicos na administração.
“Estamos há mais de cinco anos sem reajuste e há dois anos sem qualquer proposta governamental. Não entendemos, tampouco aceitamos essa tentativa de desvalorização e desmotivação da instituição”, disse Busato, que também é diretor da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal no Estado (ADPF).