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Policiais federais fazem ato pela reestruturação de carreiras

Manifestantes em Porto Alegre reclamaram da indiferença do governo com a categoria

Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal realizaram um novo protesto contra a indiferença do governo com a categoria
Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal realizaram um novo protesto contra a indiferença do governo com a categoria Foto : Vinícius Roratto
Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal (PF) realizaram nesta quarta-feira, em todo o País, um novo protesto contra a indiferença do governo com a categoria. Em Porto Alegre, o ato ocorreu no saguão de entrada da Superintendência Regional da PF, na avenida Ipiranga, no bairro Azenha. Um bolo de chocolate, com a frase “Um ano de descaso” foi servido.

Os manifestantes alertaram para que o consideram um desmonte da instituição e reclamaram que nenhuma medida voltada ao restabelecimento das negociações foi tomada pelo governo após um ano da maior greve realizada na PF.

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS), Paulo Paes, explicou que a categoria havia promovido a greve em busca de melhores condições de trabalho, aumento de efetivo policial e administrativo; participação dos agentes policiais nas decisões da instituição; enquadramento da categoria nas carreiras de nível superior da administração pública federal conforme estabelece lei federal de 1996. A paralisação foi encerrada após mais de 70 dias, com retorno ao trabalho sob o argumento de que as negociações seriam restabelecidas, o que não ocorreu desde então.

O presidente da Sinpef/RS disse que “falta vontade política” do governo. Paes acrescenta que o problema está concentrado nos Ministérios do Planejamento, da Justiça e Casa Civil. “Queremos deixar bem claro à comunidade que, enquanto a sociedade brasileira clama pelo fim da corrupção, o governo Dilma faz de tudo para acabar com a Polícia Federal, humilhando seus agentes com medidas arrogantes que aviltam a todos, jogando-os ao intencional desânimo funcional nunca visto antes na instituição”, afirmou o dirigente.

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