Geral

Policiais militares entram em estado de greve

Categoria rejeitou projetos do governo em assembleia realizada hoje

Em assembleia-geral que lotou hoje o Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa, soldados, cabos, sargentos e capitães rejeitaram os projetos do governo do Estado para os policiais militares e decidiram entrar em estado greve. Eles prometem paralisar suas atividades caso o pacote seja aprovado em plenário. Os PMs afirmaram que as propostas beneficiam menos de 4 mil policiais e, no caso de sargentos e capitães, principalmente, impõem perdas em função do aumento da contribuição previdenciária.

O projeto que o governo do Estado encaminhou ao Legislativo altera a legislação vinculada à matriz salarial da segurança. A iniciativa eleva de 10% para 15% o índice do ganho a ser distribuído entre servidores da Polícia (exceto delegados), Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias e Superintendência de Serviços Penitenciários. Outra alteração inclui a garantia, em 2010, de R$ 87 milhões à matriz.

Cpers inicia vigília na Praça da Matriz

Começa nesta manhã uma vigília do Cpers/Sindicato em frente à Assembleia Legislativa, na Praça da Matriz. Os manifestantes prometem ficar em barracas até quinta-feira e retomar a mobilização na terça-feira da semana que vem. A intenção é exigir a retirada dos projetos de mudança nos planos de carreira do funcionalismo, enviados pelo governo à Assembleia Legislativa.

Na reunião de líderes das bancadas, o Cpers irá entregar um documento para solicitar que as propostas não sejam votadas. Na quarta-feira, será entregue aos deputados um abaixo-assinado contendo 50 mil assinaturas, que defende o plano de carreira do magistério.

Os professores apoiaram os servidores da Brigada Militar, que tiveram assembleia-geral hoje pela manhã.