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Policiais querem debater projeto de reajuste enviado à AL

Governo quer mexer na matriz salarial da segurança, mas proposta não agrada a todos

O pacote que altera a matriz salarial da segurança pública ainda é visto com ressalvas por integrantes da Polícia Civil e da Brigada Militar. Dois sindicatos que representam as categorias que recebem os menores salários buscam esclarecimentos sobre alguns pontos do projeto.
 
Para Isaac Ortiz, da Ugeirm-Sindicato, o projeto não foi debatido com os agentes da Polícia Civil. O cálculo estimado pela entidade sobre ganho real com o aumento da matriz de 10% para 15%, fica entre 1% e 2%. “Esse projeto não nos dá nada e ainda nos tira os triênios”, reclama Ortiz.

Já Leonel Lucas, presidente da Abamf, reclama que os soldados com mais tempo de Brigada Militar não só receberão menos reajuste, como também terão aumentado o percentual de colaboração com a previdência. Hoje, a BM recolhe 7,2% e passará, se o projeto for aprovado, a recolher 11% como os demais servidores públicos.

Os agentes da PC querem que o governo dê o mesmo reajuste que ganharam os delegados, 24%. E os integrantes da BM reivindicam reajuste linear, abrangendo também sargentos, tenentes e capitães. No dia 22, a Ugeirm realiza protesto contra o pacote. No dia 24, será a vez da Abamf promove assembléia, no teatro Dante Barone para avaliar uma possibilidade de greve.