O grupo, que se concentrou em frente ao Palácio da Polícia para pedir melhores salários à categoria, voltará a realizar bloqueios na tarde de hoje, na avenida João Pessoa. Na quarta-feira, os manifestantes já haviam interrompido duas das três pistas da Ipiranga.
A paralisação deve encerrar às 18h desta quinta-feira em todo o Estado. Até lá, haverá restrição dos serviços. Somente os casos de vulto serão registrados, como homicídios, latrocínio, estupro, lesão corporal, sequestro e crimes com crianças, adolescentes e idosos entre as vítimas.
Depois do fim da paralisação, a Sindicato dos Escrivaes, Inspetores e Investigadores de Policia (Ugeirm) vai reunir o conselho sindical e marcar uma assembleia com a categoria para votar indicativo de greve, caso o governo do Estado não retome as negociações com policiais civis gaúchos. “Se as negociações não forem retomadas, poderemos deflagrar greve por tempo indeterminado”, advertiu o presidente da entidade, Isaac Ortiz.
Na sexta-feira passada, os policiais civis saíram descontentes da reunião em que o Palácio Piratini manteve a proposta de reajuste de R$ 91 no vencimento básico dos inspetores e escrivães de 1ª a 4ª classe. O sindicato sugeriu elevar para R$ 120 a proposta de incremento, mas não houve acordo.
Atualmente, o salário básico inicial de um agente é R$ 666,53, acrescido de gratificação mensal por risco de morte de 222%. Ortiz afirmou que se os salários não forem revisados, a Polícia Civil certamente perderá efetivo para outras carreiras do funcionalismo público. Uma alternativa, segundo ele, é os agentes prestarem concurso público do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) destinado à contratação de 47 guardas de segurança. O vencimento básico bruto inicial é de R$ 2.617,31 acrescido de adicional por risco de morte de R$ 916,05, totalizando R$ 3.533,36. “É bem mais do que ganha um policial”, comparou.
Luciamem Winck e Tatiane de Sousa