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Polo Espacial Gaúcho coloca em órbita primeiro satélite do RS

Equipamento foi lançado da base espacial de Yasny, na Rússia

Equipamento foi lançado da base espacial de Yasny, na Rússia
Equipamento foi lançado da base espacial de Yasny, na Rússia Foto : Divulgação CP
O Polo Espacial Gaúcho colocou em órbita o primeiro nanossatélite produzido no Rio Grande do Sul, o NanosatC-BR1. O equipamento, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi lançado na quinta-feira da base espacial em Yasny, na Rússia, e está 100% operacional.

Segundo Thales Mânica, membro da Equipe de Rastreio e Controle de Nanossatélites (do programa NanosatC-BR), todos os procedimentos de operação foram concluídos com sucesso e estão documentados. “É o primeiro nanossatélite universitário brasileiro da história em operação no espaço.”

Para auxiliar o projeto, a Secretaria Estadual da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (Scit) tem fomentado as pesquisas em universidades, articulado a busca de recursos e investido para a formação e capacitação de pessoas na área espacial. Conforme o gerente do projeto no Centro Regional Sul (CRS/Inpe), em Santa Maria, e coordenador do NanosatC-BR, Nélson Schuch, a união entre Inpe, UFSM e secretaria prossegue com o NanosatC-BR2. “Ele foi desenvolvido na UFSM e está na sede do Inpe, em São José dos Campos. Faltam apenas as cargas úteis e o artefato poderá ser lançado imediatamente. A previsão é para 2015.” Para a etapa de conclusão do satélite, a Scit negocia com o Ministério da Ciência a liberação de verbas.

O polo é uma iniciativa do governo estadual em convênio com empresas de tecnologia, universidades, Forças Armadas e institutos científicos. Tem como âncora a AEL Sistemas, companhia especializada no desenvolvimento de soluções em defesa.

O NanosatC-BR1 é um pequeno satélite científico e o primeiro cubesat desenvolvido no país, produzido em parceria do CRS, do Inpe e da UFSM. A Ufrgs e empresas também estiveram envolvidas na preparação. O artefato comporta dois instrumentos para o monitoramento, em tempo real, do geoespaço, visando o estudo da precipitação de partículas e de distúrbios na magnetosfera sobre o território nacional. Com isso, é possível determinar os efeitos como o da Anomalia Magnética no Atlântico Sul e do setor brasileiro do eletrojato equatorial.


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