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Ponte precária dificulta trânsito de moradores de ilhas da Capital

Estrutura é o único caminho para deixar a região

Ponte precária dificulta trânsito de moradores de ilhas da Capital
Ponte precária dificulta trânsito de moradores de ilhas da Capital Foto : Carla Ruas/Correio do Povo
Uma ponte de madeira em más condições preocupa os moradores das ilhas Mauá e da Pintada, em Porto Alegre. Apesar das inúmeras promessas para a construção de uma travessia fixa e mais segura entre os locais, o projeto, elaborado pelo Centro Administrativo Regional (CAR) da região, e aprovado pela Unidade de Conservação Delta do Jacuí não tem data para ser efetivado. A proposta prevê que o serviço seja realizado em parceria entre o governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que serão responsáveis pelo material, e a prefeitura de Porto Alegre, pela mão-de-obra. Mesmo assim, os governos não confirmam a data do início da construção.

Enquanto isso, os mais de 350 moradores que residem na ilha Mauá enfrentam dificuldades. A ponte de madeira existente é a única maneira de deixar a região. Pela sua estrutura, a passagem de veículos é impossível. "Em caso de uma emergência médica, os moradores não tem como receber atendimento, como a necessidade de uma remoção por ambulância, já que o veículo não conseguirá chegar ao local", explicou o vereador Luciano Marcantonio, que visitou a região.

Segundo os moradores, no final do ano passado, foram realizados pequenos reparos na ponte, como a troca de algumas madeiras que estavam podres ou haviam caído. Mesmo assim, a realidade atual não é muito diferente. Várias madeiras estão soltas e os arames, que fazem a sustentação, estão enferrujados. "Fizemos todo tipo de cobrança e de manifestação e o que escutamos foi promessa. Então, praticamente desistimos de ver a nova ponte pronta", destacou o morador Milton de Oliveira Couto, que reside há 68 anos na região.

Apesar da manutenção, a ponte não oferece segurança. Ao fazer a travessia, a estrutura balança e não foram poucas as vezes que moradores se desequilibraram e caíram no Guaíba. O pontilhão tem 84 metros de extensão e 1,4 metro de largura. Nas épocas de chuva, a situação fica ainda mais problemática. Os moradores destacam que quando o nível do Guaíba sobe, a ponte é encoberta pelas águas e a passagem é difícil e arriscada.