A faixa de fronteira do Brasil com o Uruguai, com uma extensão de 1.068 quilômetros, está temporariamente mais separada. Não se trata do aspecto geográfico, mas da diferença de uma hora no fuso horário entre os dois países que desde o domingo (com o retorno do horário padrão no Brasil) começa a mexer com a vida dos moradores e até dos turistas que passam pela região. A troca no Uruguai só acontecerá no dia 14 de março.
Em Santana do Livramento, separada de Rivera apenas por marcos divisores nas ruas e avenidas, o retorno do horário padrão faz com que alguns setores do comércio local se adaptem à diferença de uma hora. Tradicionalmente o horário uruguaio começa no primeiro domingo de outubro e termina só no segundo domingo de março. Algumas lojas santanenses situadas na linha divisória, voltadas a atender o público consumidor uruguaio, vão continuar acompanhando o horário de verão daquele país para evitar prejuízos e garantir atendimento à significativa fatia dos clientes procedentes do outro lado da fronteira.
Em Rivera, as lojas de freeshops também não querem ficar no prejuízo e igualmente tratam de se adaptar a diferença para receber os brasileiros, os maiores clientes. Muitos estabelecimentos anunciam que compensarão a diferença fechando as portas uma hora mais tarde. A diferença de uma hora no fuso horário também dificulta a rotina de quem trabalha ou estuda num ou noutro lado da fronteira.
A manicure Andressa dos Santos, 22 anos, que mora em Livramento e trabalha em Rivera declara que o maior transtorno é ter que refazer sua agenda. "Não será difícil conciliar o horário, mas nos primeiros dias os problemas não serão evitados", comenta. Já o estudante Pablo Marcel Curbelo, 18 anos, que mora em Livramento e estuda no Liceo Célia Pomoli, em Rivera, observa que a situação é um pouco complicada. "É preciso estar atento com a diferença do fuso horário, especialmente para quem precisa usar serviços públicos", afirmou.
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