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População de Livramento ficará mais um mês sem hospital público

Santa Casa da cidade foi fechada há 80 dias

Oitenta dias após o fechamento de suas portas por determinação do Cremers, a Santa Casa de Misericórdia de Livramento, o único na cidade que atendia à população santanense pelo SUS, dificilmente retomará sua rotina de atendimento público em janeiro. O Cremers alega que falm condições para o exercício da medicina no hospital fundado em 1903.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Livramento (Acil), Sérgio Oliveira, que coordena a campanha comunitária pró-reativação do hospital, considera que a reabertura do hospital poderá demorar um pouco mais. A ideia é que o hospital volte a funcionar de forma definitiva. O Grupo Hospitalar Mãe de Deus, de Porto Alegre, está definindo plano de gestão para o hospital.

Nesta segunda-feira,  dia 4, será realizada reunião na sede da entidade para avaliar os trabalhos que envolvem o recolhimento de donativos e para definir novas estratégias para sensibilizar a população a colaborar com a campanha.

Oliveira observou que a Acil, por enquanto, está atacando em duas frentes de obras: a reforma da estrutura da UTI e a pintura de toda a parte interna do hospital. Ele acrescentou que além da meta de dar operacionalidade à UTI, a intenção é modernizar a estrutura para que funcione em nível 2, para realização de procedimentos de maior complexidade.

A entidade também está coordenado as reformas na enfermaria (substituição do telhado), geriatria, pediatria e outos setores vitais da instituição. Desde que fechou suas portas, os pacientes de Livramento que não possuem convênios particulares estão recebendo atendimento hospitalar em cidades vizinhas, o que tem gerado inúmeras reclamações por parte de pacientes e familiares que precisam se deslocar até 200 quilômetros para fazer tratamento.

As parturientes necessitam agendar com antecedência a data de pré parto na Secretaria Municipal da Saúde para serem removidas em ambulâncias às cidades vizinhas. Os casos de urgência são encaminhados para Rivera, cidade onde já nasceram cerca de mais de 50 crianças - filhas de pais brasileiros - mas que ganham direito à cidadania uruguaia.