Um grupo de socorristas voluntários com sede em Gravataí está com dificuldades para continuar atendendo a comunidade. O RS Resgate – Núcleo Operacional em Emergências (NOE), que presta atendimento desde 2012, deixou de atuar em sede fixa neste domingo. O espaço, que era emprestado, foi vendido pelo dono e, assim, os socorristas estão sem local para atuar.
Agora, eles terão de ficar dentro das ambulâncias estacionadas, conforme relatou o idealizador e coordenador do grupo, João Carlos de Mello:“Estamos nos mudando para dentro das ambulâncias. As coisas vão ficar dentro de ambulâncias, um pouco em casa, até a gente conseguir uma sede, nem que seja provisória. Nós estamos em tratativas com o Executivo municipal em busca de uma área, só que agora está indefinida essa questão de prefeitos. Não tem como eles fazerem muita coisa."
O grupo atende a qualquer tipo de emergência, principalmente em Gravataí e em Cachoeirinha, e nas rodovias RS 118, RS 020 e RS 030. Desde 2012, 450 vítimas foram atendidas e 880 plantões foram realizados. O objetivo é prestar apoio ao Corpo de Bombeiros e à Brigada Militar. O grupo conta com três ambulâncias e outros equipamentos para socorro.
Os recursos provêm de palestras em empresas, doações de empresários e do pedágio solidário, realizado uma vez por mês, quando os agentes pedem dinheiro em semáforos para continuar o trabalho. Os valores são gastos em combustível, material de socorro e manutenção dos veículos. Atualmente, são 15 voluntários. Assim, só é possível atender aos finais de semana, em horários variados, dependendo do efetivo disponível.
“Nós atuamos nos finais de semana. Queríamos atuar mais, mas não temos convênio com o município, não temos recursos… Nós já trabalhamos durante a semana, mas, por falta de recursos, foram diminuídos os plantões, passando apenas para o final se semana”, detalha.
A primeira sede foi na parada 73, mas era quente, insalubre e possuía goteiras. Assim, há cerca de dois meses, o grupo passou a atuar em um espaço emprestado na parada 74. Eles permaneceriam no local por dois anos. No entanto, o dono vendeu o local e, por isso, o RS Resgate – NOE pede ajuda. A preferência é por um local entre as paradas 61 e 76, onde, segundo Mello, acontecem mais ocorrências. Quem puder ajudar pode entrar em contato pelos telefones (51) 98511.4434 ou 3256.3232.
Por falta de recursos, socorristas voluntários de Gravataí deixam de atuar em sede fixa
Grupo busca espaço para continuar atendendo comunidades de Gravataí e de Cachoeirinha