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Por falta de recursos, socorristas voluntários de Gravataí deixam de atuar em sede fixa

Grupo busca espaço para continuar atendendo comunidades de Gravataí e de Cachoeirinha

RS Resgate – NOE tem foco de atuação em Gravataí e em Cachoeirinha.
RS Resgate – NOE tem foco de atuação em Gravataí e em Cachoeirinha. Foto : Reprodução / Facebook / CP
Um grupo de socorristas voluntários com sede em Gravataí está com dificuldades para continuar atendendo a comunidade. O RS Resgate – Núcleo Operacional em Emergências (NOE), que presta atendimento desde 2012, deixou de atuar em sede fixa neste domingo. O espaço, que era emprestado, foi vendido pelo dono e, assim, os socorristas estão sem local para atuar.

Agora, eles terão de ficar dentro das ambulâncias estacionadas, conforme relatou o idealizador e coordenador do grupo, João Carlos de Mello:“Estamos nos mudando para dentro das ambulâncias. As coisas vão ficar dentro de ambulâncias, um pouco em casa, até a gente conseguir uma sede, nem que seja provisória. Nós estamos em tratativas com o Executivo municipal em busca de uma área, só que agora está indefinida essa questão de prefeitos. Não tem como eles fazerem muita coisa."

O grupo atende a qualquer tipo de emergência, principalmente em Gravataí e em Cachoeirinha, e nas rodovias RS 118, RS 020 e RS 030. Desde 2012, 450 vítimas foram atendidas e 880 plantões foram realizados. O objetivo é prestar apoio ao Corpo de Bombeiros e à Brigada Militar. O grupo conta com três ambulâncias e outros equipamentos para socorro.

Os recursos provêm de palestras em empresas, doações de empresários e do pedágio solidário, realizado uma vez por mês, quando os agentes pedem dinheiro em semáforos para continuar o trabalho. Os valores são gastos em combustível, material de socorro e manutenção dos veículos. Atualmente, são 15 voluntários. Assim, só é possível atender aos finais de semana, em horários variados, dependendo do efetivo disponível.

“Nós atuamos nos finais de semana. Queríamos atuar mais, mas não temos convênio com o município, não temos recursos… Nós já trabalhamos durante a semana, mas, por falta de recursos, foram diminuídos os plantões, passando apenas para o final se semana”, detalha.

A primeira sede foi na parada 73, mas era quente, insalubre e possuía goteiras. Assim, há cerca de dois meses, o grupo passou a atuar em um espaço emprestado na parada 74. Eles permaneceriam no local por dois anos. No entanto, o dono vendeu o local e, por isso, o RS Resgate – NOE pede ajuda. A preferência é por um local entre as paradas 61 e 76, onde, segundo Mello, acontecem mais ocorrências. Quem puder ajudar pode entrar em contato pelos telefones (51) 98511.4434 ou 3256.3232.