Em uma foto, a homenagem da Brigada Militar à aluna soldado Juliana Moro Medeiros, 21 anos, que morreu na tragédia de Santa Maria. A procissão saiu do Santuário de Nossa Senhora do Rosário, na rua Vigário José Inácio, no Centro, e seguiu até o Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes, junto à ponte do Guaíba, na avenida Sertório, totalizando um percurso de 5 quilômetros. Um dos momentos mais emocionantes foi quando a imagem cruzou próximo à Estação Rodoviária, sendo recepcionada por uma “chuva” de papel picado.
O Arcebispo Metropolitano, Dom Dadeus Grings, disse que este é um momento de fé diferenciado por se tratar de Nossa Senhora que, “como mãe, ama e protege os seus filhos”. Segundo ele, a celebração religiosa foi em solidariedade às famílias das vítimas de Santa Maria. Pelas águas também ocorreram homenagens. A procissão fluvial reuniu cerca de 150 embarcações, que partiram da Prainha do Gasômetro e do pier da ilha da Pintada, se deslocando até o vão móvel.
Pensamento ecológico na procissão
A Irmandade de Nossa Senhora dos Navegantes, responsável pela organização do evento, revelou que a festa religiosa deste ano levou em conta a “sustentabilidade ambiental”. A tradicional queima de fogos durante o festejo foi cancelada e as lâmpadas utilizadas no Complexo Navegantes foram substituídas pelas ecologicamente corretas. Não houve programação de shows, em respeito às vítimas do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria.