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Porto Alegre é a segunda capital com mais pessoas acima do peso

Ministério da Saúde aponta que problema afeta 54% da população gaúcha

Pesquisa divulgada nesta terça-feira, pelo Ministério da Saúde, mostra que Porto Alegre é a segunda capital do País com maior percentual de pessoas acima do peso, empatada com Rio Branco (AC), ambas com 54%. As duas estão atrás apenas de Campo Grande (MS), onde 56% da população está com excesso de peso. Recife (PE) e Fortaleza (CE) ocupam a terceira posição, com 53%.

Os índices estão acima da média nacional. Conforme o levantamento, 51% da população brasileira acima de 18 anos está acima do peso ideal. O excesso de peso atinge 54% dos homens e 48% das mulheres.

A pesquisa é realizada desde 2006 e é a primeira vez que o percentual de maiores de 18 anos com excesso de peso supera os 50%. Em 2006, 43% dessas pessoas estavam acima do peso ideal. “Essa tendência de crescimento ou mostra que todos nós assumimos o tema do excesso de peso como grave para a saúde publica, ou chegaremos muito rapidamente aos mesmos patamares de países como o Chile e os Estado Unidos”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel 2012 - entrevistou 45 mil pessoas acima de 18 anos das 26 capitais e do Distrito Federal. A pesquisa fornece informações sobre os hábitos da população em relação à alimentação, prática de atividade física, tabagimos, consumo de álcool e existência de doenças como diabetes e hipertensão. As informações são usadas pelo governo para elaborar programas de prevenção de doenças e ações para melhorar a qualidade de vida da população.

Escolaridade

Os dados mostram que, além dos fatores genéticos, o excesso de peso está ligado a escolaridade. É entre as pessoas com menos anos de estudo que está a maior parcela dos que tem excesso de peso.

Um total de 57,3% dos que tem até oito anos de estudo está com excesso de peso. Entre os que tem entre nove e 11 anos de estudo, o percentual é 46,7% e entre aqueles com 12 ou mais anos de estudo é 48,4%. “Essa é uma tendência mundial e que tem sido alvo de preocupação”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

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