Nessa manhã, uma equipe de profissionais orientou a população em frente ao Hospital Conceição sobre o tabagismo. Médicos do Serviço de Pneumologia fizeram a dosagem de monóxido de carbono do ar exalado pelos fumantes e voluntários distribuirão folders educativos. Além disso, um painel foi disponibilizado para ex-fumantes deixarem seus depoimentos, uma forma de incentivar aqueles que passam pelo local e desejam se livrar do vício do fumo.
A médica Elaine Segura, especialista em dependência química, destaca que ainda é grande o número de pessoas que param e voltam a fumar. Mesmo assim, muitos têm estado mais consciente sobre o problema. Elaine atua no Programa de Tabagismo do Hospital Conceição, criado em 1998, para atender diferentes grupos. O sistema assiste pacientes oriundos do ambulatório e da internação do Hospital Conceição, do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas e ainda funcionários da instituição. A cada mês, 12 vagas são abertas.
Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, adolescentes de 14 anos já começaram a fumar no País. Gilmar Andres, de Pirapó, vai além do que indicam as estatísticas, descobrindo o tabaco ainda mais jovem. O trabalhador da região das Missões, fuma desde os 11 anos e conta como tem sido essa batalha contra o tabagismo. "Já tentei parar várias vezes e a última foi há dois meses. É como uma dependência química. As pessoas falam que é só ter capricho para terminar com o vício, mas só quem vive isso sabe como é", disse ele. "Mas eu sempre digo: quem nunca pegou um cigarro, que não cometa essa bobagem."
A fumaça do cigarro reúne, aproximadamente, 4,7 mil substâncias tóxicas diferentes e muitas delas são cancerígenas. O tabagismo está ligado a 50 tipos de doenças como câncer de pulmão, de boca
e de faringe, além de problemas cardíacos. No Brasil, 23 pessoas morrem por hora em virtude de doenças ligadas ao tabagismo.