Porto Alegre e MPRS pedem que Justiça julgue recurso para destravar obras da Arena

Porto Alegre e MPRS pedem que Justiça julgue recurso para destravar obras da Arena

Documento tenta reverter decisão judicial que manteve intervenções como um crédito quirografário

Correio do Povo

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O município de Porto Alegre e o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pediram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que seja julgado recurso especial interposto pelo MPRS que pode auxiliar a destravar o reinício das obras do entorno da Arena. O pedido foi feito pelo procurador-geral da Capital, Roberto Silva da Rocha, e pelos promotores de Justiça Fabiano Dallazen e Ricardo Schinestsck, no início da noite dessa quarta-feira, durante audiência em Brasília com o ministro relator, Raul Araújo.

“Foi um esforço de sensibilização do juiz sobre o caso e a grave situação em que ainda se encontra todo o entorno do estádio, em virtude do não cumprimento das obrigações por parte da OAS, que está em recuperação judicial, e da falta de efetividade do acordo judicial firmado no ano passado, que envolve a concretização da aquisição da Arena pelo Grêmio, o que acabou não se concretizando. Entendemos que o recurso especial está pronto para ir a julgamento”, afirma o procurador-geral de Porto Alegre, Roberto Silva da Rocha, após a audiência. 

O recurso especial tenta reverter decisão judicial que manteve as obras do entorno da Arena como um crédito quirografário, isto é, obrigação que figura no final da lista de pagamentos previstos no plano de recuperação judicial da empresa, homologado pela Justiça do Estado de São Paulo em 2015. 

Naquele ano, Porto Alegre pediu à Justiça paulista que alterasse a natureza da obrigação da OAS de fazer as obras do entorno da Arena, classificando como um crédito de natureza extraconcursal, ou seja, que não se sujeita aos efeitos da recuperação judicial. A decisão de primeiro grau foi favorável, mas revertida posteriormente. 


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