A solicitação foi feita pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa). A medida judicial autoriza, inclusive, a utilização de força policial, caso haja necessidade. Dessa forma, motoristas e cobradores e profissionais do setor que querem trabalhar terão condições de realizar suas atividades com segurança.
A orientação do governador Tarso Genro repassada ao secretário da Segurança, Airton Michels, é para o atendimento da determinação pela Brigada Militar (BM). O trabalho da corporação, segundo as instruções, deve começar pelos piquetes menos expressivos e onde a mobilização não seja só composta por rodoviários, e sim por outros movimentos sociais. Onde houver número razoável de rodoviários com a intenção de trabalhar, mas sem conseguir, a BM vai liberar os portões sem violência.
Em sua decisão, o juiz Elson Rodrigues da Silva Junior enfatizo também que a greve foi considerada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT4), pelo fato de não ter havido, até sexta-feira, o cumprimento da medida liminar que determina atendimento mínimo do serviço de transporte público de passageiros na Capital.
Conforme o juiz, esse fato 'evidencia ainda mais a ilicitude dos piquetes por meio dos quais se está a impedir, seja por meio de ameaças ou de coação física, que os obreiros que querem trabalhar possam exercer o seu direito ao trabalho, que é constitucionalmente assegurado. Se a um é assegurado, dentro dos limites da lei, o direito de greve, ao outro é assegurado o direito ao trabalho'. O Comando de Policiamento da Capital (CPC) informou ontem à noite que ainda não havia sido comunicado e não tem nenhuma determinação.
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