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Porto Alegre ganha sistema de unidades de conservação da natureza

Projeto do Executivo foi aprovado na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira

Em tramitação desde 2007, o projeto do Executivo que institui o Sistema Municipal de Unidades de Conservação da Natureza de Porto Alegre (Smuc-POA) foi aprovado nesta segunda-feira, por unanimidade, pela Câmara de Vereadores. Com isso, a Capital poderá gerenciar suas áreas verdes de forma mais eficiente, estando apta a receber recursos para manutenção das unidades de conservação existentes e para a criação de novas.

De acordo com o vereador Beto Moesch (PP), que liderou a elaboração do Smuc-POA na época em que foi secretário municipal do Meio Ambiente, trata-se de uma importante ferramenta que poderá, por exemplo, possibilitar investimentos a fundo perdido e ajudar a evitar invasões, além de incentivar o trabalho de pesquisadores. “É um documento que falta na hora de estabelecer um convênio”, explicou.

O projeto aprovado estabelece critérios e normas para a criação, implantação e gestão das unidades de conservação, que são divididas em dois grupos: áreas restritas, de proteção ambiental, e áreas de uso sustentável, onde vivem pessoas que obedecem a um conjunto de regras. Porto Alegre conta hoje com três unidades de conservação: Parque Natural Morro do Osso, Reserva Biológica do Lami e Parque Natural Saint’Hilaire. Outras duas aguardam aprovação para serem instituídas.

“O importante é que o sistema municipal vai direcionar todas as atividades relacionadas com unidades de conservação. Também vai ser possível que pessoas ou empresas privadas que queiram ter suas reservas particulares possam registrar isso junto ao sistema”, comemorou a presidente do Comitê do Lago Guaíba, Teresinha Guerra, que foi à Câmara para acompanhar a sessão. Ela destacou a importância da aprovação para a preservação dos recursos hídricos. “São áreas que têm uma importância ecológica de biodiversidade e nesses locais temos vários cursos d’água”, explicou.

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